terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Lilith- Deusa suméria da Sexualidade

Lilith: a primeira sábia


Imagem: Lilith na árvore de Innana. Autor desconhecido.
Imagem: Lilith na árvore de Innana. Autor desconhecido.

Toda árvore possui embaixo da terra uma versão do potencial de si mesma. A árvore oculta, feita de raízes vitais que nutrem a potencialidade da árvore, é a alma da árvore que empurra a energia para cima para que sua verdadeira natureza, ousada e sábia possa florescer para o céu.
Segundo a mitologia suméria, Lilith morava numa árvore no jardim de Inanna, deusa do amor, do erotismo e da fecundidade. Em suas raízes, cresce a serpente; em seus galhos repousa o Pássaro do Paraíso. Lilith representa a mulher enquanto canalizadora da serpente da energia kundalini desde o chakra base até a energia das esferas superiores do chakra coronário; força criadora que faz a ligação entre a terra e céu, céu e terra.
Durante a época do matriarcado, as sacerdotisas faziam uso do veneno da serpente em pequenas porções como alucinógeno. Então, reuniam-se para intuir as melhores decisões a serem tomadas para o bem-estar do coletivo. A serpente e seu veneno eram altamente venerados e respeitados.
Em toda sua glória, Lilith solicitava homens na rua e os levava para o templo de Inanna para iniciá-los no rito do sexo sagrado. Trazendo um nível refinado de energia para o ato sexual, utilizava-se a energia tântrica como forma de elevar a consciência.
ImImagem: Lilith como a serpente, por Raffael Sanzio.
agem: Lilith como a serpente, por Raffael Sanzio.
Na Bíblia, Lilith é mencionada como a primeira mulher de Adão, que teria se recusado a deitar-se embaixo dele por considerar-se sua igual. Após abandonar Adão, Lilith teria partido para o Mar Vermelho, casando-se com o demônio e sendo responsável pela morte diária de milhares de seus bebês.
Lilith não era esse demônio, no entanto. Segundo pesquisas nos campos da ciência e da espiritualidade, Lilith foi a primeira sábia, aquela que recebeu o conhecimento vindo das estrelas. Ela foi uma poderosa deusa do matriarcado, e sua sabedoria e poder foram temidos pelo patriarcado que acabou transformando-a em demônio.
Quem não conhece a história em que Eva, a pecadora, tentada por uma serpente, oferece a maçã para Adão e ambos são expulsos do Paraíso como consequência do ato da mulher?
Lilith, de John Collier e Eva.
Lilith, a primeira mulher de Adão, recebeu o conhecimento das estrelas e uma vez ciente da Verdade Universal desperta para a realidade de ter um companheiro como Adão e se recusa a ser mães dos filhos dele, abandonando-o. Lilith, a primeira xamã, vai então em busca de seu potencial. Passado o tempo, ela entende que uma vez possuidora esse conhecimento era necessário que o compartilhasse com outros. Lilith vai então até Adão para compartilhar com ele a Verdade, porém ao chegar, encontra-o com outra mulher, Eva, mais domesticada e submissa. Lilith vai até Eva e conta a ela a verdade; dá-lhe a sabedoria, fruto da grande Árvore da Vida. Sabendo da verdade, Eva também parte e abandona Adão.
De acordo com Matías de Stefano, da geração dos índigos, a história de Lilith é importante pois mostra que quando a sabedoria universal foi canalizada à humanidade, ela foi feita através da mulher. A mulher tentou passar o conhecimento ao homem, que não estava preparado, ensina-o a outra mulher, que também não estava muito preparada e então o conhecimento é perdido até que estivéssemos mais prontos. Milhares de anos depois, a energia feminina volta a ser canalizadora da sabedoria, pois sim, agora estamos mais prontos e receptivos.
Lady Lilith, por  Dante Gabriel Rossetti.
Lady Lilith, por Dante Gabriel Rossetti.
Poderosa, apaixonada, revolucionária, dinâmica e rebelde é a energia feminina. Energia brilhante que impulsiona o ressurgir da árvore oculta; espírito essencial em busca de vida. Uma verdade profunda que andamos negando por considerá-la negativa.
É preciso fazer o mergulho em si mesmo para integrar as partes nossas que rejeitamos. Negatividade, raiva e frustração são resultados da opressão. Nossas energias ocultas e reprimidas precisam vir à tona para que a libertação e o pleno florescimento aconteça na bela dança da vida.
Lilith, grande xamã, que nos reconectemos com a serpente kundalini que liga toda o planeta para que o feminino possa voltar a canalizar a sabedoria do céu e da terra.
Hey Grande Espírito! Hey Grande Mãe! Hey Xamã!
fonte: http://joonthego.com/tag/mitologia-sumeria/

Lilith rebelou-se, recusou-se a “ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais“. Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal.
Algumas vezes Lilith é associada com a deusa Hécate, A Mulher Escarlate, um demônio que guarda as portas do inferno montada em um enorme cão de três de cabeças, Cérbero. Hécate, assim como Lilith, representa, na cultura grega, a vida noturna e a rebeldia da mulher sobre o homem.

Nos dois últimos séculos, a imagem de Lilith começou a passar por uma remarcável transformação em certos círculos intelectuais seculares europeus, por exemplo, na literatura e nas artes, quando os românticos passaram a se ater mais à imagem sensual e sedutora de Lilith ( por exemplo, gravura de John Collier, 1892), e aos seus atributos considerados impossíveis de serem obtidos, em um contraste radical à sua tradicional imagem demoníaca, noturna, devoradora de crianças, causadora pragas, depravação, homossexualidade e vampirismo. Podendo ser citados também os nomes de Johann Wolfgang von Goethe, John Keats, RObert Browning, Dante Gabriel Rossetti, John Collier, etc. … 
Lilith também é considerada um dos Arquidemônios símbolo da vaidade.

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